“São as palavras mais silenciosas que semeiam tempestades;os pensamentos que dirigem o mundo caminham com pés de pomba.
Os figos caem das arvores ,são bons e doces;e,conforme caem,sua casca roxa se abre.
Eu sou um vento do norte para os figos maduros. Assim semelhante aos figos ,caem entre vocês ,amigos,meus ensinamentos:
Bebam seu suco e sua doce poupa! Reinam em volta o outono e o céu puro e a tarde!
Agora vou sozinho,meus discípulos!vocês também vão sozinhos! Assim o quero.
Afastem-se de mim e acautelem-se com Zaratustra!
Mais ainda,envergonhem-se dele talvez os tenha enganado.
O homem do conhecimento não só deve poder amar seus inimigos,mas deve também poder odiar seus amigos.
Recompensa mal um mestre quem se contenta em ser sempre discípulo,e porque não ousam destroçar minha coroa?
Vocês me veneram,pois bem e se um dia sua veneração tivesse de sucumbir?
Cuidado para que não os esmague uma estátua! Dizem que acreditam em Zaratustra?
Mas que importa Zaratustra ?
Vocês são meus crentes.Mas que importa todos os crentes!?
Vocês não se haviam procurado a vocês próprios e me encontraram.
Assim fazem todos os crentes:por isso vale tão pouco toda fé.
Agora lhes ordeno que me percam e que se encontrem a vocês mesmos;e só quando todos me tiverem renegado é que voltarei entre vocês...”
Assim Falava Zaratustra (Fragmento)
Friedrich Nietzsche



Irmã
O Maior Noel do mundo
Uma arvore de natal diferente
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